nossa história
 

Prof. Ernesto Ulrich Breyer

Ernesto Ulrich Wilhelm Breyer nasceu no dia 09 de agosto de 1.914, em Breslau, na Alemanha, também conhecida como Corredor Polonês. Recebeu as primeiras lições sobre apicultura de seu avô, um entusiasta adepto desta atividade. Finda a 1ª Guerra Mundial, Ernesto emigrou com sua família para a antiga Prússia. Devido à guerra, em 1.929, deu-se uma nova imigração, desta vez para Videira (antiga Perdizes - SC), no Brasil, onde os Breyer adquiriram propriedades. Então com 15 anos, Ernesto permaneceu algum tempo com a família e, em seguida, retornou à Alemanha, para retomar seus estudos. Em 1936, formou-se maestro e professor de harmônica manual e acordeão, através da Escola Estadual de Música de Trossingen,  Alemanha.  Naquele mesmo ano, ingressou na Marinha Mercante Alemã e efetuou várias viagens mundo afora. Em 1947, novamente na Alemanha e residindo com sua tia Erika, Ernesto conheceu Briguitte, com a qual se casou no dia 15 de novembro daquele mesmo ano. Em novembro de 1948, em Esslingen, nasceu sua primeira filha, Erika.  As dificuldades do pós-guerra e a saudade dos familiares no Brasil levaram o jovem casal a retornar. Em 1950, nasceu Rosemari, já em solo brasileiro. Em 1951, toda a família Breyer mudou-se para Caçador-SC, onde nasceu Henrique. Já nessa época, Ernesto levava consigo suas abelhas, apesar das dificuldades de transporte. À procura de melhores recursos médicos para a precária saúde de Briguitte, em 1952 os Breyer se estabeleceram em União da Vitória. Em 1953, nasceu Ernesto e, no ano seguinte, Cristina, a última filha do casal. Em 28 de março de 1961, o Prof. Ernesto tornou-se oficialmente apto a lecionar língua e literatura alemã para o 1º e 2º grau, através do Instituto Cultural Brasileiro Germânico. Assim, ele passou a ministrar aulas de Alemão e Inglês em União da Vitória e Porto União.

 

Instituto Harmônica

O Instituto Harmônica surgiu graças às habilidades musicais de Ernesto e Briguitte. Iniciou-se na década de 50, época em que o Prof. Ernesto, prestando serviços musicais, adquiriu suas primeiras colmeias, ainda em Caçador. A família aderiu ao amor pela música, e criou a “Sanfona Mirim”. A fundação oficial do Instituto, com alunos permanentes, deu-se em 1954. O objetivo desta organização era o ensino da música, principalmente acordeão. Centenas de alunos por ali   passaram e realizaram-se muitas apresentações, nos mais variados eventos locais e regionais.

 

Exposição Volante

A Exposição Volante foi criada e desenvolvida pelo Prof. Breyer e família. Recebeu este nome por ter sido organizada em forma de painéis que pudessem ser transportados em uma Kombi. Era possível montar e desmontar esta exposição em 30 minutos, e a mesma, ao ficar pronta para as visitações, ocupava uma área de 64 m2. Ela percorreu mais de 15.000 Km, entre 1968 e a década de 70, e foi visitada por mais de 25.000 pessoas, em todo o Brasil. Seu principal objetivo era o de despertar o interesse pela Apicultura, bem como informar sobre as técnicas adequadas e seguras para a criação das abelhas africanas.  É possível conhecer parte da Exposição Volante visitando o museu nas atuais instalações da Empresa Breyer.

 

Escola Técnica de Apicultura

Em 1964, a família Breyer mudou-se definitivamente para o campo, uma vez que, paralelo a todas as suas atividades mantinham um sítio, onde desenvolviam, principalmente, funções apícolas. Em agosto de 1965, realizou-se a primeira exposição apícola do Paraná, na Vila Zumira. Sua abertura contou com a presença do então Secretário da Agricultura, Sr Paulo Pimentel. Foi umas das primeiras atividades apícolas relevantes do Estado do Paraná, e nela foram mostrados novas técnicas e equipamentos para a apicultura, principalmente com relação ao chegada das “abelhas africanas” no Brasil. Esta exposição foi visitada por mais de 200 pessoas dos mais variados segmentos da sociedade, inclusive pelo então vice-governador do Paraná, Sr Plínio Costa. Com o surgimento das abelhas africanas no Brasil nas décadas de 1960 e 70, o trabalho dos apicultores se complicou, devido, principalmente, à agressividade destas abelhas. Assim, em 1965, o Prof. Ernesto e sua família criaram a Escola Técnica de Apicultura, devidamente reconhecida pelo poder público. Seu principal objetivo era o ensino apícola das novas técnicas desenvolvidas e adaptadas às “abelhas africanas”. Ali se realizaram inúmeros cursos e treinamentos para apicultores, técnicos agrícolas, militares, bombeiros, etc. Mais de 3.000 pessoas do Brasil e exterior foram treinadas e adquiriram conhecimento. A Escola Técnica estimulou o desenvolvimento da apicultura em âmbito local, regional e nacional, mostrou sua importância econômica e, finalmente, contribuiu para o desenvolvimento da preservação ambiental.

 
 
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